
A coleção Históri@ Illustrada, publicada pela Editora da Unicamp, é composta por livros digitais nas áreas da História Social e da Cultura que utilizam documentos iconográficos e sonoros. Ao unir texto, imagem e som na análise historiográfica, ela permite aos leitores um acesso direto, livre de mediações ou interferências, a fontes não textuais (como as músicas, as artes plásticas, a fotografia etc), que constituem elementos essenciais para esta área de estudos – tarefa difícil de realizar em livros que são apenas impressos no modelo tradicional.
Uma nova maneira de ler e também de ensinar e aprender: cada livro é acompanhado por um material audiovisual de acesso livre e gratuito, que condensa aspecto importante do tema abordado e pode ser utilizado por professores em sala de aula e outras ocasiões de discussão sobre o tema.

O primeiro vídeo, Sambas e Sambistas, pode ser visto aqui.

O segundo vídeo, Humor, Literatura e Publicidade, pode ser visto aqui.
O vídeo refere-se ao livro Estilo moderno: Humor, literatura e publicidade em Bastos Tigre, de autoria de Marcelo Balaban. A obra investiga a trajetória literária de Bastos Tigre, que escreveu incontáveis poemas humorísticos, foi autor de peças teatrais, contumaz jornalista, militante da causa dos direitos autorais e um pioneiro da publicidade no Brasil. Sua carreira profissional ajuda a desvendar os dilemas políticos, sociais e raciais que marcaram os anos iniciais do século XX. Há também versões com legendas em inglês e em português.
O terceiro vídeo, Canções escravas e racismo nas Américas, pode ser visto aqui. 
O vídeo refere-se ao livro Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930, de Martha Abreu. A obra trata das expressões musicais criadas por descendentes de africanos escravizados no Brasil e nos Estados Unidos, entre o final do século XIX e o início do XX. Coloca em evidência a variedade dessa produção, o protagonismo dos músicos negros e sua entrada nos circuitos musicais e artísticos do período, em meio à construção de estereótipos racistas. Há também versões com legendas em inglês e em português.
O quarto vídeo, Sexo, humor e diversão, pode ser visto aqui.
O vídeo refere-se ao livro Clichês baratos. Sexo e humor na imprensa ilustrada carioca, início do século XX, de Cristiana Schettini. A obra analisa um conjunto de publicações ilustradas cariocas, hoje quase esquecidas. Dirigidas ao público masculino, elas se dedicavam ao humor erótico no começo do século XX. Seus estereótipos em torno das mulheres e dos papéis sexuais permitem traçar um retrato pouco habitual da sociedade, vista pelo ângulo das diversões noturnas, da prostituição e das relações de gênero.

O quinto vídeo, Gente em exibição na era do imperialismo, pode ser visto aqui. 
O vídeo refere-se ao livro Zoológicos humanos. Gente em exibição na era do imperialismo, de Sandra Sofia Machado Koutsoukos. A obra analisa a exibição de pessoas em museus, circos, zoológicos, feiras e instituições científicas nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil a partir de meados do século XIX. Apresentados como “aberrações” ou seres “primitivos”, despertavam grande curiosidade e serviam de entretenimento e objeto de estudos. Essas exposições ajudavam a dar crédito à noção de inferioridade racial, ensinavam ao público que o racismo era "científico" e difundiam sentimentos de superioridade branca e ocidental, justificando e desculpando o crescente imperialismo.

O sexto vídeo, De que lado você samba?, pode ser visto aqui. 
O vídeo refere-se ao livro De que lado você samba? Raça, política e cência na Bahia do pós-abolição, de Gabriela dos Reis Sampaio e Wlamyra Ribeiro de Albuquerque. A obra analisa as dinâmicas do racismo na cidade de Salvador no período do pós-abolição e das primeiras décadas da República, focalizando aspectos da sua vida cotidiana (festas, religiosidades, sociabilidades urbanas) e personagens centrais desse momento na cidade. Oferece, assim, uma análise dos confrontos políticos experimentados naqueles anos, marcados pelas mudanças na estrutura de poder e pela ênfase na ciência, especialmente a medicina, como forma de legitimação da exclusão racial e social.

