Coleção Várias Histórias

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A Coleção Várias Histórias, editada pela Editora da Unicamp, divulga pesquisas recentes sobre as práticas, tradições, conflitos e identidades de diferentes sujeitos e grupos sociais, abordados na perspectiva da história social e da cultura. Os livros são o resultado de trabalhos individuais e coletivos vinculados a projetos desenvolvidos no Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult). Desde que foi criada, em 1999, a coleção publicou 46 títulos, 37 dos quais são frutos de trabalhos de mestrado e doutorado orientados pelos docentes vinculados ao Centro e aprovados por comissões externas de pareceristas. Os demais nove títulos constituem coletâneas sobre temáticas específicas, contando com textos inéditos e previamente debatidos em seminários organizados pelo Cecult. 
Os livros tratam, entre outros, de assuntos relacionados a escravidão, movimentos sociais urbanos e rurais, literatura, arte, meios de comunicação de massa, legislação e direitos sociais, cidadania, com abordagens de raça, gênero e classe.

Últimos lançamentos:

As máscaras de Lélio - Política e humor nas crônicas de Machado de Assis (1883-1886), de Ana Flávia Cernic Ramos.
Entre os anos de 1883 e 1886, Machado de Assis, sob o pseudônimo Lélio, escreveu 125 crônicas para a série humorística “Balas de Estalo”, publicada na Gazeta de Notícias. Em meio a um contexto de grandes mudanças políticas, sociais e culturaisdos anos 1880, Lélio e os outros narradores da série tentavam dar sentido a essas transformações ao comentarem os acontecimentos do cotidiano. Em minucioso trabalho de análise das crônicas, colocadas pela autora em interlocução com notícias de jornal, debates parlamentares e polêmicas literárias, As máscaras de Lélio busca compreender como o literato construiu um “personagem-narrador” para esses textos e como usou a literatura para discutir política, ciência e escravidão.

Conspirações da raça de corde Iacy Maia Mata.
O livro investiga a participação de escravos e negros livres em conspirações e insurreições antiescravistas e anticoloniais na região oriental de Cuba. Ao utilizar testamentos, censos, processos e correspondências da administração colonial, a autora analisa o complexo sistema de classificação racial em Cuba, as diversas clivagens internas à população de cor, as transformações no vocabulário político dos não brancos e a aproximação entre negros e mulatos para fins de mobilização política. Mostra ainda como, no interior do movimento anticolonial, negros e mulatos se uniram sob a expressão “raça de cor” na luta por seus direitos.


Escritos de liberdadede Ana Flávia Magalhães Pinto.
O livro analisa a trajetória de intelectuais negros como Luiz Gama, Machado de Assis, José do Patrocínio, Ferreira de Menezes, Ignácio de Araújo Lima, Arthur Carlos e Theóphilo Dias de Castro, que atuaram no debate público sobre os rumos do país, bem como na defesa da cidadania de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Combatendo as práticas cotidianas do “preconceito de cor” e do “ódio de raça”, usaram os jornais como meio estratégico para criar formas de resistência, de confronto, mas também de diálogo. 

Médicas-sacerdotisasde Jacimara Souza Santana.
Em Moçambique, ao longo do século XX, médicas-sacerdotisas e médicos-sacerdotes lutaram cotidianamente contra o Estado colonial português, para defender seus conhecimentos e sua autoridade pública. Utilizando fontes orais e escritas, este livro analisa as interdições que lhes foram impostas e as estratégias que desenvolveram para garantir sua autonomia e a legitimidade dos serviços prestados à população nos campos social, religioso, político, econômico e da saúde, focalizando especialmente o período entre 1927 e 1988.

Veja os demais títulos da coleção aqui.

Próximo título: África, Margens e Oceanos: Perspectivas de História Social, coletânea organizada por Lucilene Reginaldo e Roquinaldo Ferreira.